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Cringe e o conflito de gerações | Desabafo Barato

Você leu direitinho, sim! Mais uma pessoa falando de CRINGE na sua vida… Mas quero promover uma reflexão. Me acompanha?

Cringe é a nova palavra do momento. Vou só contextualizar quem caiu de paraquedas nesse assunto….

Cringe é um termo usado para expressar algo vergonhoso. Corresponde ao antigo “mico” (de “pagar mico”).

Falar que algo é cafona veio lá do tempo dos meus pais e eu já peguei a fase do mico, da vergonha alheia.

No começo, eu até ri bastante disso vendo os memes e vídeos como esses:

Por trás desse adjetivo vemos a famosa rixa entre gerações. Falo que é famosa, pois ela se perpetua e não seria diferente com os millennials. Esse dia também iria chegar para nós. 😛 (olha os emojis aqui ahuahuaahuahuhuahuhau).

Essas segregações nas gerações são marcadas por comportamentos sociais influenciadas por muitos fatores.

Você já deve ter ouvido falar de baby boomers, millennials (ou geração Y) e agora a geração Z (também conhecida como GenZ), né?

Eu faço parte da millennial, pois nasci em 1983 e essa geração compreende os nascidos entre 1980 – 11995.

Quando estamos na posição de novatos, de jovens, por uma ordem natural das coisas, são criadas novas gírias, novos costumes e, com isso, novos comportamentos, que começam a ditar a moda, publicidade e influenciando a sociedade em geral.

Na posição dos mais velhos, fica aquele sentimento de estar ultrapassado, fora de moda, e se a pessoa tenta se enquadrar, está pagando mico e se ela segue firme nas suas escolhas, ela também paga mico, e trazendo para a leitura atual, você está sendo cringe.

Vi muita gente indignada com a geração Z, até em tom de deboche, querendo entender onde está o tom vergonhoso em tomar café da manhã, falar que paga boletos, que é a fã de friends, Harry Potter, curte calça skinny, sapatilha e outras coisas. Vi uma outra parte mostrando com orgulho o título que receberam da geração Z e que estava tudo bem.

Eu acredito que isso sempre vai existir. As gerações serão ditadas por algumas influências externas e também criarão outras baseadas em comportamento da juventude. As coisas que fizeram sentindo durante a nossa trajetória até aqui, podem não fazer o menor sentido para quando a geração Z chegar na nossa idade, por exemplo.

Algumas coisas realmente são cíclicas e outras ficam porque fazem sentido na nossa vida.

E temos sempre que se apegar a isso. Ao que faz sentido pra gente. O que não faz, a gente deixa ir. Eu escuto ainda muitas músicas que ouvia na minha adolescência porque elas ainda fazem sentido pra mim. E está tudo bem.

A gravidade toda que eu acho desse assunto é quando damos atenção demais para esse tipo de coisa.

E esses assuntos carregam outros problemas em conjunto. Podemos entrar no tema etarismo, por exemplo.

Você já ouviu falar nesse termo?

Etarismo é a discriminação contra indivíduos ou grupos etários com base em estereótipos associados à idade. O etarismo é um tipo de preconceito e pode assumir muitas formas, desde atitudes individuais até políticas e práticas institucionais que perpetuam a discriminação etária.

Resumidamente falando, quando chegamos em uma certa idade, não temos mais o reconhecimento social de que somos jovens ou capacidade para exercer determinada coisa. Se a gente não tiver a cabeça boa, podemos desenvolver muitos problemas sérios na vida por conta dessa incapacidade atribuída a uma pessoa com determinada idade.

Com o passar dos tempos, já vamos encontrando problemas demais na vida por conta da idade. Dores nunca antes sentidas, dificuldades com a memória, são algumas das situações que a gente vai precisar passar por conta do envelhecimento.

A última coisa que a gente precisa é ter um confronto entre gerações, de quem é melhor do quem ou quem está mais certo dentro das suas esquisitices. A gente também não precisa ficar se justificando pra tudo. Toma o seu Monster, continue rindo mil vezes do vídeo da Pfaizer, siga usando os seus emojis, usando sapatilha, falando boletos ou o que mais você quiser. Já teremos problemas demais para lidar mais pra frente.

Por Ingrid

Sou cariúcha que não curte praia e adora chimarrão, casada com o Duda e mãe de duas gatinhas. Meus verbos preferidos: viajar, pechinchar, comer, cozinhar, falar, criar. =)