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Desabafo Barato

Desabafo Barato: Natal sozinha | Esqueceram de mim

Esse é o relato do meu Natal “sozinha”.

Claro que adicionei um drama nesse título aí. =)

Ontem, conversei com o Duda que escreveria esse post de hoje, mas que não tinha muito clara a ideia de tema. Ele sugeriu que eu falasse sobre a experiência do Natal “sozinha” e logo retruquei:

“Mas não me senti sozinha!”.

Prontamente ele disse:

“Por isso mesmo que deveria ser o tema do post de amanhã”.

<3

Pois bem, estou aqui para compartilhar mais essa experiência de vida.

Primeiro, não poderia deixar de comentar sobre o filme Home Alone (Esqueceram de mim), que marcou a vida de muita gente (mais precisamente o primeiro filme).

Em um briga entre irmãos Kevin é colocado de castigo e ele deseja que a família suma.

A família grande e barulhenta que se preparava para uma viagem de Natal, acaba esquecendo Kevin dentro de casa.

Kevin olha para o lado bom da situação e se vê com a oportunidade de fazer tudo que ele queria, mas que não podia fazer quando estava na presença dos adultos. 

O passar o Natal “sozinho” foi relativo para o Kevin.

A casa virou alvo de ladrões, mas Kevin se virou muito bem. Planejou altas armadilhas, se meteu em algumas encrencas, mas deu tudo certo.

Passado os perrengues e o fato de Kevin ter lidado muito bem com a situação, o papel da família se mostrou fundamental. Por mais diferenças e atritos que exista, família é família.

E uma das lições mais legais sobre família desse filme, é quando Kevin conversa com Marley, o vizinho que ele morria de medo por conta de uma antiga lenda que circulava de que ele havia assassinado toda a família com uma pá de neve.

Kevin acaba encorajando Marley a se aproximar do filho e fazer as pazes.

Agora vou entrar na minha história.

Esse é o relato do meu Natal "sozinha".  Mais uma vez, esse estar sozinha é relativo. Vem aqui que vou te contar como foi.
Desenho de observação | by @ingrid

Não me senti sozinha e não me senti esquecida.

Fiz questão de fazer tudo que eu faria em uma noite típica de Natal.

Teve mesa decorada, comidinhas, me arrumei para ficar na sala e teve conexão com familiares e amigos.

Muita gente pode pensar: “mas, poxa… que tristeza passar o Natal sozinha!”.

E o que eu posso afirmar com toda certeza do mundo que tristeza é outra coisa…

Triste é ter perdido algum ente querido nesse 2020 turbulento.

É saber que alguém que você ama está hospitalizado.

É saber que seu familiar ou amigo está com covid e você se sentindo impotente para ajudar.

Triste mesmo é saber que mais de 190 mil pessoas no Brasil e mais de 1.759.00 pessoas no mundo morreram por conta da covid 19. E fora ter que lidar com as perdas por acidentes e outras doenças.

É ter um presidente sem humanidade, que debocha da gravidade da situação que estamos vivendo.

Triste é não ter previsão de vicina.

Meu Natal “sozinha” foi por uma escolha muito consciente e respeitada. 

A Lisa e a Mia estavam comigo, teve live da família e troca de mensagem com amigos.

Foi um Natal diferente.

Foi um Natal com menos brilho, menos ho ho ho, menos fogos, menos contato físico.

Mas certamente não foi um Natal com menos amor.

Seja lá qual for a sua tradição de Natal, sua crença ou religião, desejo que tenha sido de empatia.

Nossa atitude de hoje terá reflexo amanhã.

Muita saúde pra vocês!

Até o próximo desabafo. o/

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Por Ingrid

Sou cariúcha que não curte praia e adora chimarrão, casada com o Duda e mãe de duas gatinhas. Meus verbos preferidos: viajar, pechinchar, comer, cozinhar, falar, criar. =)